Mieloma Múltiplo

O Mieloma Múltiplo é uma doença tumoral maligna de células chamadas plasmócitos, a qual deriva de um tipo de glóbulo branco do sangue, os linfócitos B, e são produtoras de anticorpos. Mediante um erro de proliferação, essas células começam a crescer sem controle e produzem proteínas anômalas, que podem agredir os rins, os ossos, alterar o metabolismo do cálcio, e seu acúmulo pode preencher a nossa medula óssea, prejudicando a produção das células sanguíneas. As consequências dessa proliferação são fraturas patológicas, isto é, os ossos podem quebrar com pequenos traumas, comprometimento dos rins, chegando às vezes à necessidade de hemodiálise, anemias, dores, infecções, entre outras.

Nos Estados Unidos, a incidência dessa doença é cerca de 1,8% entre todos os cânceres. Entre as doenças cancerosas hematológicas está em torno de 17% e são, principalmente, diagnosticadas nas 7a e 8a décadas de vida, com mediana de 69 anos. Estima-se 30.000 casos novos por ano.
Na grande maioria das vezes, é uma doença sensível a tratamento com quimioterapias associada a transplante autólogo de medula óssea, isto é, transplante da medula do próprio paciente, quando indicado.
Apesar de ser considerada uma doença incurável, pode ser controlada a longo prazo, dando ao paciente uma qualidade de vida muito próxima do normal.
O que impacta no curso de tratamento, são as recidivas, isto é, quando a doença se torna resistente a um tipo de tratamento, e precisamos mudar para outra estratégia, o que é muito comum após longo período de convivência com a doença.

O tratamento, como já dito anteriormente, se baseia em drogas quimioterápicas de várias classes, como imunomoduladores, inibidores de proteassomas, anticorpos monoclonais, inibidores da histona deacetilase, etc, associado ou não à transplante autólogo de medula óssea, dependendo da idade, das condições clínicas do paciente e da sua evolução.

Importante enfatizar que parte dos pacientes portadores de mieloma múltiplo não necessitam de tratamento logo no início da doença, podendo ser observado conforme a evolução, havendo critérios específicos, tanto clínicos como laboratoriais, que determinam a época ideal para se iniciar o tratamento.
Atualmente, os tratamentos oferecem remissão prolongada da doença, com poucos efeitos colaterais e dando conforto e longevidade aos pacientes.

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